O G.R.E.S. Império de Araribóia, fundado em 2008, tem sede no bairro de São Lourenço e mantém vínculo com a memória ancestral indígena. Originado do Araribloco, adota as cores verde e branco. No carnaval de 2026, apresentou o enredo “YVÁ OIKÓ RUPI – O Céu que Vive ao Nosso Redor”, inspirado na cosmovisão Tupi-Guarani.
A Pedra do Índio é uma formação rochosa na Praia de Icaraí cujo contorno lembra um rosto indígena com cocar. Narrativas locais a associam à chegada de Araribóia, que teria visto na pedra um sinal de Tupã para se estabelecer na região.
A Igreja de São Lourenço dos Índios foi construída no aldeamento criado por Araribóia e pelos temiminó no século XVI. Após combater o povo tupinambá aliado aos franceses, Araribóia recebeu essas terras em 1568 e estabeleceu ali a aldeia de São Lourenço. No alto do morro, formou-se o primeiro núcleo de ocupação que deu origem a Niterói.
A instituição tem origem na Faculdade de Direito Teixeira de Freitas, fundada em 1912 no Rio de Janeiro, transferida para Niterói em 1915. Posteriormente, foi incorporada à UFF, consolidando-se como uma das instituições jurídicas mais tradicionais do país. Nesse ponto, refletimos sobre como o Estado brasileiro estruturou, ao longo do tempo, as bases legais que impactam os povos indígenas, desde a Constituição de 1824 até a de 1988.
A Praia das Flechas preserva, em seu nome, a memória dos povos indígenas que habitavam e circulavam pela Baía de Guanabara antes da colonização. A denominação pode estar associada ao uso de flechas na caça ou à presença de uma planta conhecida como paina-de-flecha, popularmente chamada de taboca, frequente em brejos e margens de lagoas
O Museu de Arte Contemporânea foi inaugurado em 1996, em edifício projetado por Oscar Niemeyer. Sua implantação integra um conjunto de intervenções que, naquele período, buscavam reposicionar a cidade no cenário regional e nacional, para consolidar uma imagem de Niterói associada à modernidade e à produção artística. No nosso roteiro, o MAC é acionado como ponto de reflexão sobre como a arte indígena contemporânea contribui para representar os povos originários no debate público.
Inaugurada nas comemorações pelos 400 anos de Niterói, a estátua de Araribóia homenageia o líder temiminó reconhecido como fundador da cidade. Aliado dos portugueses nas guerras contra o povo tupinambá e os franceses, recebeu terras na região e criou a aldeia de São Lourenço. Voltada para a Baía de Guanabara, a escultura o apresenta em posição de vigilância, associada à proteção do território frente a possíveis invasões.
Antes da invasão europeia, a Baía de Guanabara era ocupada por diferentes povos indígenas, como os temiminó e os tupinambá, que já mantinham rivalidades. Com a chegada dos europeus, esses conflitos se intensificaram, tornando-se mais frequentes, violentos e alinhados a interesses externos, como na Batalha de Uruçumirim. A vitória do projeto colonial português dependeu da aliança com os temiminó, inseridos nesse contexto como forma de garantir a sobrevivência.
Em frente à Igreja de São Lourenço dos Índios está o busto de Araribóia, inaugurado em 1914 na Praça Araribóia. Na década de 1960, com a criação de uma estátua em tamanho real para o centro da cidade, o busto foi transferido para o bairro de São Lourenço, reforçando a relação entre o líder indígena e o local de origem da ocupação.
Em frente à Igreja de São Lourenço dos Índios está o busto de Araribóia, inaugurado em 1914 na Praça Araribóia. Na década de 1960, com a criação de uma estátua em tamanho real para o centro da cidade, o busto foi transferido para o bairro de São Lourenço, reforçando a relação entre o líder indígena e o local de origem da ocupação.
Autoria do jornalista Rafael Freitas, o livro reconstrói a vida de Araribóia, o principal líder indígena temiminó do século XVI. A obra desmistifica o personagem, retratando-o como estrategista que se aliou a Portugal e fundou Niterói.
Outro livro de Rafael Freitas, narra a história da Guanabara tupinambá e suas aldeias ancestrais, a disputa entre portugueses e franceses, o genocídio contra os nativos e as batalhas que marcaram a fundação do Rio de Janeiro.
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